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sábado, 24 de outubro de 2015

Hora do JOGO- Psicopedagógico






Mas qualquer hipótese levantada tem que ser confirmada pela entrevista ou jogo que fazemos com a criança .

Em geral nós usamos jogo com crianças até mais ou menos os nove 9 anos. nesse momento usamos uma caixa de brinquedos que não tem significação por si mesma.

São cubos, bolas, borrachinhas, madeirinha, objetos de construção, com o objetivo de que a criança os una para lhes dar um significado . pensamos que esse processo é muito parecido com o que a criança  tem que  fazer na escola.

Não nos interessa tantos os simbolismos particulares que faz, como conteúdo, se aprsenta a mãe ou apresenta o pai, mas como a criança aprende consigo mesma, como pode construir um universo, ainda que seja um universo simbólico e como a inteligência pode ou não contribuir com essa catarse que a criança faz durante o jogo .

Para efeito de análise dividimos a hora de jogo em três momentos  considerado fundamentais para todo aprendizado.

O inventário,
a organização
 e a integração.

Quando alguém estuda um capítulo de livro com  menos de três leituras não terá possibilidade de apreender este capítulo. É preciso uma leitura para fazer um inventário e saber do que se trata, quais são os elementos com os quais se jogam nesse capítulo , uma Segunda para saber  quais as relações que os autores estabelecem entre esses elementos e a seqüência que produzem e uma terceira para relacionar o que o autor diz com a experiência pessoal, única integrando à memória e a experiência de cada um.

Estes três momentos são imprescindíveis e quando alguém procura economizá-lo integrando-os numa leitura, sempre haverá elementos que ficarão desconectados.

Se alguém quer fazer a organização e a integração ao mesmo tempo, haverá sempre relações que o autor faz e que o leitor aflito para integrá-las à própria experiência, só integrará aquelas que tem a haver com sua experiência imediata . Para que um aprendizado seja equilibrado, qualquer leitura precisa destes momentos para completar-se, digamos para integrar-se na experiência de cada um. Isso é o procuramos verificar se acontece na hora do jogo




Na primeira abordagem da hora do jogo podemos observar os casos extrernos e os intermediários. Nesses extremos está  aquela criança que volta-se para dentro de sí mesma com seus botões, não presta atenção na caixa, não tem o menor interesse no que há na caixa  .... ou aquela que entre dentro da caixa, que salta com a bola, que cai quando tira algo, enfim que faz os mesmos movimentos dos objetos, e que não separa a lei dos objetos da sua própria lei.

Uma criança que salta quando faz a bola pular não se dá conta que é a bola que tem que saltar e que não precisa que ela salte também . Esta criança, se suja com a massa de modelagem, se mistura com a cola, enfim é toda uma coisa  “pegada”  ao objeto sem conseguir se distanciar dele .

Pois bem estes tipos extremos de criança há toda uma gama de possibilidades de tipos. Na realidade, para aprender é necessário manter uma distância ótima com o objeto de estudo, quer dizer a lei do objeto deve estar diferenciada da lei do sujeito e a aprendizagem vem da coordenação de ambas as leis.

Uma vez que conseguimos estabelecer onde está a criança do ponto de viusta desta distância, podem acontecer duas coisas :  que a criança principie a tirar os brinquedos e brinque com eles a medida que os tira ou que ela faça primeiro uma inspeção, um inventário que traduz uma reflexão do tipo : “Vejamos o temos para brincar” .... Essa é a melhor postura de abordagem pois dá a possibilidade de um jogo com maior variedade e para nós é um dado sobre se ela se dá o tempo de analisar o que lhe é apresentado como situação. 

Encontramos crianças que resolvem  um problema com o primeiro dado que encontra, sem examinar o conjunto de coisas com a qual tem que manipular. Toma duas coisas aleatoriamente e procura estabelecer uma relação entre elas .

Uma vez feito o inventário, vem o momento de organização do jogo ou no sentido de uma construção ou no sentido de uma dramatização. O ideal é que aconteçam as duas coisas, isto é, que a criança faça uma construção e, em seguida dramatize, faça um jogo dramático onde a construção esteja incluída. Observamos aí se ela adequada os fins aos meios, se escolhe a maneira mais efetiva de representar, se tem noção dos suportes, ou se as construções caem ( porque colocam coisas grandes sobre bases pequenas ) se atuam muito quando jogam pondo em jogo seu corpo, fazendo da construção um reflexo do seu corpo.

Há aquelas crianças que tem o prazer de fazer uma construção muito elaborada, mas no último momento e com grande contentamento derrubam tudo, como parte da brincadeira. Enfim observamos nessa situação uma série de características que nos servirão para compreender algumas atitudes que  estas crianças apresentam em suas formas de aprender


Antes de terminar a hora do jogo dizemos que faltam cinco  minutos para acabar e neste momento a criança repassa todo o jogo feito procurando explicá-lo verbalmente, dar-lhe um argumento como uma integração de sua experiência passada.

Todas essas modalidades de jogo, as modalidades lúdicas são importantíssimas para a consideração da aprendizagem. O jogo e aprendizagem tem muitos mecanismos em comum.

A possibilidade que a criança apresenta de jogar, de tirar experiência do jogo, nos coloca na via também da possibilidade que ela tem de retirar experiencias da aprendizagem quer dizer, da possibilidade dela dar um espetáculo  a ela mesma. A criança que aprende bem é a criança capaz de construir algo que lhe ensine e não somente de receber passivamente o que for ensinado .


Inciamos agora a comparação das hipóteses que tiramos da entrevista com os pais e a atividade da criança, para ver se as deficiências apresentadas pela criança no jogo coincidem com certas operações que tem a ver com as colocações dos pais .

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