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sábado, 31 de outubro de 2015

Coaching Ontológico - O que é?



By: Káritas Ribas, Ana Gomes, Karla Teixeira e Iuri Barroso

O que é Coaching Ontológico?

Chamamos de coaching a um processo de aprendizagem que suporte e auxílio para o atingimento de um objetivo específico, seja uma tomada de decisão, uma mudança de comportamento, uma meta profissional ou outra coisa que se queira transformar em si ou para si. 

São muitas as linhas de coaching e o Coaching Ontológico é a que está baseada na Ontologia da Linguagem, metodologia desenvolvida a partir das teorias de alguns pensadores chilenos como Humberto Maturana, Fernando Flores e Rafael Echeverria.

Quando investigamos, refletimos e ampliamos a forma de pensar e falar criamos um novo mundo, infinito em suas possibilidades.

O que diferencia o coaching ontológico dos outros?

Primeiramente vale destacar que muitas modalidades de coaching são sérias e alcançam resultados importantes. A principal diferença que o coaching ontológico apresenta é a proposta de alterarmos a forma de observar o mundo, conseguindo assim alterar os resultados das ações.

Algumas linhas de coaching identificam em seus clientes habilidades e ferramentas a desenvolver com um olhar para fora, para o mercado onde se atua ou se deseja atuar, o coaching ontológico sugere uma reflexão para si, sem o contorno limitante que o mundo impõe como rótulo do que e como se deve ser.

Assim, o tripé do coaching ontológico é formado pela consciência, responsabilidade e aprendizagem. Três pilares que reconstroem a forma de enxergar as diversas situações da vida, ao ampliar a consciência de si, ao redirecionar para si a responsabilidade sobre as questões e ao gerar aprendizado, que é a capacidade de fazer diferente.

O manifesto do coaching ontológico é despertar o desejo de uma auto-construção do indivíduo, fortalecendo-o como ser genuíno e autônomo, criativo e e que busca o bem-estar.


Os postulados do coaching Ontológico:

1. Interpretamos que os seres humanos também como seres linguísticos. Queremos dizer que reconhecemos a linguagem como elemento central na natureza do ser humano, além de suas dimensões biológica e psicológica. Esses três domínios, corpo, emoção e linguagem, estão coerentemente interligados. 

2. Interpretamos que a linguagem, além de descritiva, é também geradora. Podemos mesmo postular a prioridade da natureza linguística sobre a biológica e a psicológica, pois é por meio dela que conferimos significado à nossa existência, dando sentido aos domínios do corpo e da emoção. Assim, a linguagem não apenas fala das coisas. A linguagem gera o ser humano e cria realidades. Distintos mundos emergem conforme a maneira como operamos na linguagem, que é talvez o fator mais importante na definição da forma como nos vemos a nós mesmos ou somos vistos pelos outros.

3. Interpretamos que os seres humanos se criam a si mesmos, na linguagem e através dela. Nossa cultura tradicional admite que cada indivíduo nasce dotado de uma forma de ser particular e imutável. A vida seria assim meramente o espaço em que essa natureza inata se revelaria.  A ontologia da linguagem assume posição radicalmente contrária, defendendo que a vida é o espaço em que os indivíduos se criam a si mesmos. Nada é de uma forma determinada, que não permita infinitas modificações. Essa interpretação nos permite ganhar domínio sobre nossas próprias vidas. Esta é a promessa que nos apresenta a ontologia da linguagem.

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