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sábado, 7 de setembro de 2013

Se você deseja que sua mulher seja uma puta na cama… –

Quero explorar o clichê, às vezes atribuído a Nelson Rodrigues, que diz que a mulher ideal é “uma dama à mesa e uma puta na cama”. Sobre ser dama, acho uma idéia tola. É o segundo adjetivo que me atrai por estar associado a uma série de pontos que considero importantes.

Muitos homens reclamam que suas parceiras não se soltam na cama, não têm iniciativa, ficam paradas demais, não capricham no oral etc. Ao mesmo tempo, fora da cama, eles não agem como homem – hesitam, vacilam, ficam sonolentos, desatentos – e, ainda assim, tentam assumir o controle e a posição de homem na hora do sexo. Não é à toa que a coisa toda não funciona!

na-cama

Esperando ser aberta… e não, não ache que você já sabe fazer isso.

O que é ser puta senão liberar por completo todas as energias femininas em gemidos, emoções, tremedeiras, contrações, curvas, lambidas, inversões de pernas e reboladas? Ficar inteiramente entregue, rendida, aberta. Ser possuída, invadida, desrespeitada. Identificar-se com as surpresas da vida, as forças da natureza e as belezas da arte. Explorar e ser explorada, sem restrições.

O que me interessa, pois, não é o perfil dessas mulheres, mas o dos homens que são capazes de proporcionar tal liberdade às suas parceiras. Com base em minha pouca experiência na cama e fora dela, posso dizer que se você deseja que sua mulher seja uma puta na cama, então:
1. Tenha direcionamento na vida

A ex-bailarina Toni Bentley, em A Entrega: Memórias Eróticas, conta que, enquanto os outros homens a comiam entrando e saindo de seu corpo, seu maior amante metia como se estivesse indo a algum lugar. Qualquer mulher é atraída por um homem que sabe o que está fazendo e para onde está indo.

Se você não sabe para onde está indo na vida, quando pegar na mão de uma mulher, para onde a levará? O que vai mostrar, o que terá a oferecer? Uma mulher não consegue confiar em um homem sem direcionamento. Imagine a cena: você no carro dirigindo sem saber o caminho, ela ao seu lado com um mapa, preocupada, querendo parar para perguntar, sem conseguir relaxar, dormir, ouvir música ou simplesmente fazer carinho em você. Ou seja, sem ser sustentada por sua condução, ela não consegue se entregar.

Conduzi-la, no entanto, não significa controlar ou impor seus desejos a ela. O direcionamento é manco se não vier acompanhado de uma espécie de sensibilidade. Assim, que você pega na mão de uma mulher, você passa a pensar por dois, agir por dois – surge o “nós”. Ela confiará na sua condução na exata medida em que você souber levá-la para o melhor que ela pode ser, além de facilitar a expressão de tudo o que ela já é.

Ter direcionamento tampouco significa guardar certezas. De fato, nunca sabemos para onde estamos caminhando. Podemos ver um oásis e terminar correndo em direção a um abismo. A vida é traiçoeira, escorregadiça. No entanto, nosso coração pode pulsar em uma direção. Temos um horizonte à frente e é por essa visão que nos movemos. Ter direcionamento não é tanto se preocupar com o próximo passo quanto manter os olhos no horizonte – e quanto mais vasto e infinito for esse horizonte, melhor.

Muitas vezes vamos ficar confusos, perturbados, zonzos, sem saber o que fazer. Ainda assim, se tivermos direcionamento, nosso coração continuará pulsando e o horizonte continuará lá, límpido, nítido, luminoso. Sem isso, não temos saída: vamos nos perder completamente.

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- Esquerda?

- Direita?

- Ah, vamo ficar parado mesmo. Alguém aí trouxe um Chapinha?

Nossos objetivos na vida mudam, mas o fato de tê-los não deveria oscilar. E não só ter objetivos, mas ter objetivos elevados. Nossas metas e suas múltiplas ações deveriam brotar de uma única motivação elevada. Eis um bom exemplo: “Que cada experiência possa expressar minha liberdade ao mesmo tempo em que a expande. Que cada instante não se torne condicionamento nem prisão. Que eu possa superar meus obstáculos e fixações para então agir a favor dos outros. Que minha simples presença ative a liberdade, a abertura e a felicidade dos outros”.

Pense, há pessoas que vivem de modo que a mera lembrança de suas palavras ou a visualização de sua imagem, séculos depois, traz sabedoria e alegria a incontáveis seres. Isto não é impressionante?

Imagine um homem que se move em busca de liberdade, profundidade e presença . Seu direcionamento pode ser chamado de “espiritual”, ainda que ele tenha muitas atribuições e preocupações profissionais, financeiras, filosóficas, emocionais, corporais, estéticas… Seu foco não são os projetos profissionais ou relacionamentos. Nada disso. Então, quando se envolve com uma mulher, de alguma forma ela sabe que o sentido da vida daquele homem não está no trabalho, no dinheiro, no sexo ou nela mesmo. Ela consegue sentir de onde vem sua energia e naturalmente se vincula a isso, se deita nessa base – essa dimensão passa a ser uma das fundações do relacionamento. Quando tudo desabar, quando ele ficar sem grana e doente, talvez ela ainda possa confiar nele e se sentir segura. Tudo depende da textura do mundo em que vivemos, da profundidade de nossa visão e do tamanho de nosso horizonte.

E você? Qual sua motivação?
2. Não deixe rastros

Pendências, coisas mal-resolvidas, sujeira, relações viciadas, preocupações, energias dispersas em seres e situações do passado. Se você você levar tudo isso para a cama, como poderá fazer amor livremente? Como poderá foder sua mulher com 100% de seu corpo e mente?

Limpe sua vida, alinhe suas ações com sua motivação, diminua o poder que seu passado e futuro tem sobre seu presente. Viva sem deixar rastros ou pendências por todos os lados. Caso contrário, será essa confusão o que você vai oferecer para os seres ao redor.

confuso

Caralho, sabia que tinha esquecido de responder aquela merda de e-mail!

Comece com coisas simples. Depois de comer uma pizza, imediatamente jogue fora a caixa e lave os pratos. Ou seja, apague os rastros de sua ação. Quem disse que lavar pratos é uma ação feminina? Na verdade, lavar pratos é uma prática espiritual, algo que pode ser bastante masculino. Sem falar que a mulher pode usar esse tempo para pintar as unhas (que depois vão deixar rastros em você).

Estaremos todos mortos e esquecidos daqui a pouco. Viva já morrendo, já deixando tudo pra trás. Descubra o que você precisa para morrer com um sorriso no rosto. E faça, seja. Descubra o que faria os outros morrerem com um sorriso no rosto, e aja para que isso aconteça. Coloque brilho e vida nos olhos alheios.

Você está pronto para morrer?
3. Não se mova, fique

Tudo aquilo que você consegue tirar de uma mulher, tudo aquilo que você consegue por esforço ou controle, fazendo seus próprios movimentos, é pouco perto do que ela pode lhe dar se simplesmente se sentir livre. Isso vale para a vida também. Sempre que buscamos algo, nossa agitação atrapalha o movimento natural dos fenômenos. Nossa movimentação impede a circulação das coisas.

Apenas fique. Sua presença aberta permite as loucuras dela. Sua profundidade ativa nela uma vontade de aventura, de explorar o desconhecido, de arriscar ser mais. Seu olhar imóvel faz com que ela queira dançar mais e mais e mais… Se você se move, ela pára logo no começo do striptease, assim que fisga sua atenção, rende sua mente. Se você não é capturado, ela rebola ainda mais, vem para cima, arranha, suga, surpreende você. Se não se move, você pode movê-la. Arremessá-la de um lado a outro, na cama e na vida, conduzi-la para que ela seja mais do que ela mesma pode imaginar. Para um homem livre, a dança segue, desobstruída.

Você se move mais do que sua parceira?
4. Respire o feminino em todas as coisas

Você pode se relacionar com o feminino – com toda a infinita gama de fenômenos, situações, seres, objetos, emoções, ânimos e energias – de dois modos: reagindo ou agindo.

No primeiro modo, quem decide sua ação é a significação que você vê como externa e pré-definida. Ou seja, se a mulher reclama, você muda a direção, mesmo sabendo que estão indo para o lugar errado. Se ela diz que não quer ir ao cinema, você aceita, sem perceber que ela vai reclamar horas depois: “Droga, eu queria ter ido ao cinema!”.

Se as coisas vão bem, você é arrastado para cima. Se tudo desaba, você é puxado e fica mal. Como sempre reagimos, somos previsíveis, bem previsíveis.
Ela está à espera…

No segundo modo, você age de forma autônoma, de acordo com seu próprio direcionamento, seguindo sua visão e sensibilidade. Você é quem dá significado aos fatos. Ela pode reclamar ou falar o contrário, a situação pode exigir que você sinta raiva ou medo, o momento pode ser desfavorável… Não importa, quem conduz sua experiência é você mesmo. Por consequência, a imprevisibilidade é natural, não precisa ser forçada ou calculada.

Em um dos artigos da Cabana do Dr. Love, digo que “o feminino é energia incontida, explosão sem rumo, fogos de artifício, bala perdida”. Em uma relação, quando o homem é conduzido por isso, o casal se perde, fica totalmente à deriva. Ora, para não ser conduzido pelo feminino, é preciso saber se relacionar com ele de outra forma. Há várias (repousar, se deliciar, conduzir, liberar…), mas aqui quero falar sobre uma forma em específico: respirar.

A prática de respirar um momento (enfiá-lo pulmão adentro) automaticamente faz com que nós não nos agitemos por sua causa. Em vez de nos mover, ele se move dentro de nós. Raiva, medo, crises, família, depressão, deadlines, orgulho, mulheres, comidas, prazer, solidão, bundas… O processo funciona assim: o estímulo vem, ele faz brotar impulsos de reação, nós o observamos, deixamos tudo dançar por dentro e então pegamos a mesma energia a qual teríamos reagido e a colocamos em direções positivas, por liberdade.

Somos capazes de direcionar não só nossos impulsos mas o de outros também. É assim que uma crise de TPM pode se transformar em sexo ilimitado. Ao agir desse modo, cada coisa nos infla de energia. Sentimos prazer apenas por estarmos vivos. Estamos abertos, mesmo quando tudo nos força a travar e fechar.

Com uma mulher, a prática segue. Antes, durante e depois do sexo, nós respiramos, com o abdômen, cada poro, cada insinuação de pele. O segredo para fazer isso é ir além do cheiro e não respirar apenas com o nariz. O que acontece quando inspiramos bem pertinho do corpo do outro é, antes de tudo, uma abertura nossa que naturalmente faz com que a mulher se abra também, se entregue, confie.
Para isso, você pode se aproximar do pescoço (como se fosse abraçá-la) e inspirar lenta e profundamente todas as energias dela – confusão ou leveza, lágrimas ou sorrisos, não importa. Imagine que ela está sendo sugada por você. Deixe tudo circular dentro do seu corpo e depois solte o ar desviando levemente o rosto. Pode deixar claro que está fazendo isso, inspirar com som e às vezes realmente tocar a pele com o nariz como se estivesse cheirando.

Ao contrário do simples cheirar, respirar envolve um outro tipo de circulação de energia. É mais intenso e consegue mover uma mulher sem que ela saiba o que está acontecendo. Sem falar na ereção duradoura que vai surgir em você…

Quando tudo dá errado, você respira freneticamente, aflito, com os pulmões?
5. Cumpra o que promete

Você diz que o jantar será maravilhoso, mas fica preso no trabalho. Empolga-se com uma viagem, mas depois descobre que não tem dinheiro porque está enrolado com outros investimentos. Fala de mil sonhos e projetos, mas não realiza nenhum. Como uma mulher pode confiar em um homem que não cumpre o que promete?

Além disso, há uma operação mais sutil e perigosa. Nós prometemos inúmeros feitos para nós mesmos; agendamos e depois cancelamos ou adiamos tudo. Gastamos energia no planejamento e nos tensiamos ao ver que não será possível. No início, nos empolgamos; no meio, corremos e hesitamos; no fim, nos culpamos.

linda

Não cumpriu? Perdeu, baby!

Em vez de tentar fazer o que promete, inverta o processo. Fale menos, prometa menos, até que você descubra seu próprio ritmo e seus próprios limites.

O que você anda prometendo por aí?
6. Seja homem

Se você quer que ela repouse no feminino e seja totalmente mulher, incorpore o masculino e seja homem. O controle feminino (na cama ou fora dela) se dá sob uma sutil condução masculina. O pano de fundo é sempre masculino, ainda que a dança seja só dela. Ou seja, às vezes, você só dá uma idéia e ela vai lá e prepara tudo. Às vezes ela mesmo tem a idéia e a realiza, só que você a olha, você está ali.

Isso é importante pois uma mulher com o feminino aflorado nunca se sente confortável em uma posição de total controle e condução. E não há nada de negativo nisso! A posição feminina, para liberar o que só uma mulher pode oferecer, para irradiar o máximo de beleza e brilho, para nos encher de energia, para movimentar as artes e expressar a chuva, não pode manter a preocupação com a direção. O feminino é pura explosão, sem direcionamento algum.

Para além dos aspectos biológicos, você é mesmo homem?
7. Não faça nada disso esperando que sua mulher seja uma puta na cama

Se fizer cada uma dessas coisas esperando por alguma recompensa sexual ou afetiva, você só comprovará que (1) não tem direcionamento na vida, (2) deixa rastros de merda por todo lado, (3) é um bailarino, (4) é comandado pelo feminino, (5) não cumpre o que promete, (6) não é homem e (7) sua vida gira em torno de expectativas, esperanças e necessidade de recompensa.

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Menino mimado, você realmente acha que a vida é justa e vai lhe recompensar por suas ações positivas?



Perto de um homem que domina alguns desses 7 pontos, uma mulher se sente livre para encarnar o arquétipo da puta. Para ela, a puta é a própria expressão da dama, não algo contrário. A delicadeza da dama se transforma em safadeza e loucura assim que o homem permite isso com seu olhar, com sua postura na vida.

O título desse texto é uma estratégia, um modo de brincar com uma das maiores motivações de qualquer homem. Aqui, obviamente, não estou falando de sexo ou de como fazer com que sua mulher seja uma puta na cama. Apenas depois de perceber que o texto não é sobre sexo e mulheres, você estará pronto para ver que o texto é, também, sobre sexo e mulheres.

Eis o que tinha a compartilhar. Comentários são muito bem-vindos, como sempre. ;-)

Fonte: Papo de Homem

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