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sábado, 20 de abril de 2013

Vamos falar de transtorno Borderline.


Eu tenho minha própria técnica de estudos...rsrsrsr
Então,acho interessante estudar e expor,compartilhar esse conhecimento, como forma de repetição, aí o texto fica registrado na memória. É como uso o RAM (Registro automático da memória) a meu favor.
Vamos falar hoje de transtorno Borderline, depois postarei outros transtornos também...
*Resumo: fontes de pesquisas:Vencendo o Transtorno da Personalidade Borderline - Com a Terapia Cognitivo-comportamental
Autor: Linehan, Marsha
Editora: Artmed
Categoria: Medicina / Psiquiatria.

O transtorno de personalidade Borderline vem sendo abordado como uma psicopatologia moderna, sendo inserida no DSM - lV- Manual de Diagnostico e Estatística das Doenças Mentais (1980) e no CID - 10 - Classificação Internacional de Doenças e Problemas relacionados com a saúde (1992). Ao longo do tempo, variações conceituais foram sendo desenvolvidas desde as definidas por Philippe Pinel, que relatou um sério distúrbio de comportamento, que chamou de “mania sem delírio”. (BEDANI, 2002).
A definição do Transtorno de Personalidade Borderline é caracterizada por um padrão difuso de instabilidade dos relacionamentos interpessoais, auto- imagem, afetos e acentuada impulsividade, começando no inicio da idade adulta e presente em uma variedade de contextos. É um transtorno que traz sérias conseqüências para a pessoa, seus familiares e seus amigos próximos. O termo "fronteiriço" se refere ao limite entre um estado normal e um quase psicótico, assim como às instabilidades de humor.
São indivíduos sujeitos a acessos de ira e verdadeiros ataques de fúria ou de mau gênio, em completa inadequação ao estímulo desencadeante. Essas crises de fúria e agressividade acontecem de forma inesperada, intempestivamente e, habitualmente, têm por alvo pessoas do convívio mais íntimo, como os pais, irmãos, familiares, amigos, namoradas, cônjuges, etc. Embora o Borderline mantenha condutas até bastante adequadas em grande número de situações, ele tropeça escandalosamente em certas situações triviais e simples. O limiar de tolerância às frustrações é extremamente susceptível nessas pessoas.
Esses indivíduos são muito sensíveis às circunstâncias ambientais e o intenso temor de abandono, mesmo diante de uma separação exigida pelo cotidiano e por tempo limitado, são muito mal vivenciadas pelo Borderline. Esse medo do abandono está relacionado a uma grande intolerância à solidão e à necessidade de ter outras pessoas consigo. Seus esforços frenéticos para evitar o abandono podem incluir ações impulsivas, tais como comportamentos de automutilação ou ameaças de suicídio.
A tendência a alguma forma de adição, como o álcool, remédios, drogas, ou mesmo o trabalho desenfreado, o sexo insistentemente perseguido, o esporte, alguma crença, etc., refletem uma busca desenfreada de "um algo mais" que lhe complete e lhe dê sossego.
Como estrutura fronteiriça entre a neurose e a psicose, o transtorno de personalidade Borderline tende a desfilar inúmeros sintomas, muitas vezes opostos entre si sob o ponto de vista das hipóteses diagnosticas, levando à incerteza e abordagens equivocadas tanto na intervenção psicoterapêutica como nas prescrições medicamentosas.
A busca da compreensão, parte das diferentes nomenclaturas e discussões de teóricos sobre o tema, para um diagnóstico preciso. Pois, um diagnostico impreciso pode influir drasticamente na adequação das intervenções, bem como em ultima análise, na duração e na intensidade do sofrimento do paciente.

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Rô Carvalho

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