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domingo, 24 de junho de 2012

Sexo com amor? Os homens respondem



As mulheres, em grande parte, sempre são mais românticas e idealistas, para elas a união entre o sentimento e o prazer é quase que indispensável. No entanto, os homens, durante a iniciação sexual, priorizam o desejo sobre a emoção, valor que apreciam muito mais a medida que se tornam adultos. Qual é a postura de homens e mulheres?


O sexo está intrinsecamente unido à afetividade, portanto não há como separá-lo do amor. A grande maioria dos relacionamentos surge a partir de um carinho, de uma atração. A maioria das pessoas afirma preferir o sexo com amor, pois esse sentimento é um grande potencializador do desejo. Estar ao lado da pessoa amada provoca muitas emoções. É isso o que demonstrou um estudo realizado pela Universidade do estado de Nova York. Estudantes de ambos os sexos observaram a foto da pessoa amada enquanto uma máquina de ressonância magnética escaneava o cérebro.

A análise das imagens, que logo foram publicadas no The Journal of Neurophysiology, assinala que o amor romântico é um impulso biológico distinto da excitação sexual. E mais, o amor romântico estaria mais próximo dos impulsos como a fome e a ingestão de drogas que a estados emocionais como a excitação e o afeto.

A pesquisa ajuda a explicar porque o amor produz essas emoções distantes que vão da euforia à raiva e ansiedade e porque parece ser mais intenso quanto chega ao fim.

Além do mais, o estudo da Universidade do Estado de Nova York foi um esclarecimento para descrever como ocorre o desejo em nosso cérebro. Foi descoberto que a região do cérebro vinculada com a paixão está no lado oposto da área que registra a atração física, e segundo analisaram os pesquisadores, parecia estar ligada com o desejo e a inexplicável atração que a gente sente de uma pessoa em particular entre tantas outras que também chamam a atenção.

Teoria do sexo e do amor
Vem se falado muito sobre o amor e também há se poetizado muito sobre o tema. Mas pouco se discute da sua relação direta com o sexo. Até agora são muitos os que se atrevem a afirmar que o resultado da fusão do sexo com amor é extraordinária e muitíssimas vezes melhor que o sexo somente por sexo. E o revolucionário sociólogo italiano Francesco Alberoni vem sendo um dos precursores desta teoria, a qual difunde por mais de trinta anos. Nela, o especialista diz não estar de acordo com o término do amor livre, pois é "igual a quando você desfruta o sabor de um vinho; o máximo de prazer que obtém com uma pessoa e nada mais".

Alberoni adverte ainda que a primeira coisa que buscamos em uma nova relação é "um amor passional, intenso, para que viver o momento, sem pensar em um futuro mais longe que a manhã seguinte. Hoje em dia, as relações começam com o sexo e, depois de passar pela cama, as pessoas se dão conta de que estão com um total desconhecido".

Mas como vivem os homens e as mulheres?
"Para um homem é mais fácil diferenciar entre o sexo e o afeto", explica o sexólogo Ezequiel López Peralta. ¿No entanto, os tempos mudaram e hoje em dia as mulheres também têm relações sexuais sem vínculo afetivo prévio, digamos que o homem está mais preparado biologicamente e também devido aos aspectos culturais. Para o homem o objetivo do sexo pode estar mais relacionado com o impulso sexual e com a atração sexual resultante de uma aparência física do parceiro¿, completa.

As mulheres, mesmo estando atualmente mais liberadas de tabus, seguem pensando que as relações sexuais com amor são muito mais prazerosas, ainda que se negam a viver sem as amarras emocionais e sem compromisso. "A mulher habitualmente chega ao sexo como conseqüência de um sentimento que produz uma relação humana na qual ela se sente cômoda, aceita e importante. O físico sequer é tão importante, elas se importam mais com a maneira com que são tratadas. Isto não implica que tenha que existir um vínculo prolongado como ocorria em tempos atrás, mas sim uma sensação positiva", ressalta López Peralta.

Então, o que é melhor? "a diferença entre o sexo com o amor e o sexo sem amor se nota na duração, já que é maior a preocupação com o prazer do outro se existir uma relação afetiva intensa. Por outro lado, a dedicação para buscar o prazer, a comunicação e as idas e voltas são diferentes. A intensidade do gozo também é potencializada pela química do amor. E, além disso, se nota uma presença de afeto no 'depois', especialmente. Para o homem o período depois da transa é uma prova: se não há amor é quase que unânime a recusa por se aproximar do corpo da outra pessoa, e se o amor intenso existe o desejo é de união", conclui o especialista.

Fonte: Mulher Terra




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Rô Carvalho

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