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terça-feira, 12 de junho de 2012

Será possivel harmonizar nossa vida no mundo?


(La Sagesse de la Vie - A Sabedoria da Vida fundamenta-se no Amor)

O coração tem razões que a razão desconhece (Blaise Pascal),

A razão tem impressões mentais e intelectuais que a Alma reconhece e aceita, mas procura com o tempo transcender (W.L.L.S.),


Mas a Alma tem intuições que equilibram as sensações físicas, os pensamentos, as emoções e os sentimentos, preparando o ser para a integração com o Espírito ou Mônada (WLLS).



Chega a ser engraçado o modo como tentamos arrumar a nossa vida. Estou incluindo aqui não somente a vida íntima, mas a social, a política e a monetária. Ficamos quase todos - governos, profissionais, economistas, filósofos, sociólogos, pedagogos, médicos, psicólogos, cientistas, etc - a tentar arrumar as coisas pelo lado externo, manipulando-as como se, arrumando-as por fora, pudéssemos consertar o que está dentro de nós e a nossa vida em geral.

Vejamos o que o "senso comum" e a dita "opinião ordinária das pessoas e das instituições em geral" nos sugerem como soluções para o que chamamos de "problemas"...:


Estamos entediados e sentindo um vazio? Ora, não tem problema. Viajemos mais uma vez, afinal já é a quinta longa viagem neste ano, malgrado as pesadas condições financeiras! Quem sabe, no contato com as novidades e novos relacionamentos, possamos mandar para bem longe o baixo-astral!



Voltamos da viagem e o efeito da euforia causada pelo passeio já baixou e voltamos a ficar deprimidos? É simples, troquemos os móveis da nossa casa, pois eles já estão enchendo a paciência de tão velhos. Foram comprados há seis meses atrás e não mais parecem nos encantar com a sua aparência de novidade. Parecem tão iguais aos outros que foram embora! Porém quem sabe, comprando móveis mais caros e luxuosos finalmente a sensação de novidade dure mais do que seis meses?!


Passaram-se três meses e já estamos enjoados dos móveis que compramos e o nosso contentamento acabou em relação a eles? Ah, deve ser a casa que precisa de uma nova pintura, pois ela foi pintada no final do ano passado. Com certeza já está na hora de pintá-la novamente. Quem trata bem da sua casa externa trata bem a si próprio. É isso, vamos pintar e arrumar toda a casa.


A casa já está pintada, sempre limpa e arejada. Já trocamos todos os seus móveis e viajamos também. Mas a dor e a aflição continuam? Bem, deve ser a nossa auto-estima que anda em baixa. Afinal, não temos gostado muito de nós. Vamos modificar o nosso visual. Quem sabe o tipo de penteado. O que estamos usando agora já está desgastado. Fomos ao cabeleireiro sábado e já está na hora de renovar os cabelos. Talvez colocar uns cachos e encaracolar os cabelos. Não..., já fizemos isso. É melhor alisá-los mais uma vez. Mas, pensando bem, nunca ficamos carecas. Bem que poderíamos experimentar, além de, depois que eles crescerem, pintá-los nas diversas cores que desejarmos... Ou, pensando bem, que tal fazer outra coisa, por exemplo..., alguma cirurgia plástica naquela região do corpo que está carecendo de beleza e, com certeza, contribuindo com a nossa infelicidade.

Puxa vida, fizemos tudo isso, inclusive a cirurgia estética (nos seios e no nariz, por exemplo), e passados os momentos iniciais de euforia pós-correção, a dor voltou como era antes, talvez até maior. O efeito do "anestésico" se foi e tivemos novamente de contemplar a sujeira que tentamos esconder debaixo do tapete da nossa percepção consciente.


O pior é que o diacho desse sofrimento não vai embora. Deve ser porque já está na hora de trocarmos de namorado, namorada, amigo, amiga ou marido e esposa. É, deve ser isso mesmo. Seis meses, um ano ou mesmo dez anos representam muito tempo. Na realidade, há tempos que a nossa relação está tão desgastada!... É isso aí, substituamos o atual relacionamento por uma pessoa novinha em folha, uma pessoa perfeita, que nos faça ser feliz, que nos ajude a nos sentir amados e que, se possível, seja um suporte inigualável que nos dê a solidez de uma relação segura e estável, que nos complete e complemente e, ainda por cima, preencha os nossos vazios!... Ufa, é claro, que a essa altura, com tamanho nível de exigência, devemos no mínimo estar nos sentindo à altura de encontrar alguém assim, não é mesmo? Se essa pessoa realmente existir, é claro.


Ah, como parece que está bom; ui, como parece que já está ficando como era antes, ou seja, um grande desconforto!... A pessoa que encontramos parecia tão diferente das outras, mas agora, passados três meses, ela se assemelha àquelas mesmas pessoas. Esquisito. Nada mudou. É como se apenas repetíssemos o script e a nossa velha história, relacionando-nos com personagens diferentes. É muito estranho, pois começamos a ter a impressão que cada pessoa que conhecemos apenas e tão-somente nos obriga a continuar os temas e os assuntos que ficaram pendentes com as anteriores. Isso nunca termina? Já é o oitavo relacionamento que temos no ano. Não é possível. O que e quem de fato estamos buscando?


Ora, querem saber de uma coisa. É melhor procurarmos um tratamento médico. É isso mesmo. Pelo menos os profissionais nos darão remédios que aliviarão e com certeza nos curarão desse pesadelo. Não queremos saber a respeito do nosso problema. Dá muito trabalho. Tomando medicamentos ficaremos bem, pois com certeza é o nosso corpo que deve estar cansado e desgastado e isso, é claro, influencia na mente e nas emoções. Os remédios que tomaremos fortalecerão o corpo, e o cérebro, os pensamentos, as emoções e os sentimentos voltarão a funcionar, uma vez que eles são consequência de tudo que ocorre no corpo, bem como na nossa vida social, financeira e afetiva.


Não estamos entendendo. Tomamos os medicamentos e é notório que muito alívio nos trouxe. Mas os remédios, não somente os que trataram o nosso corpo físico, mas igualmente os que tentaram controlar e curar os nossos pensamentos e emoções doentios, nada mais conseguiram do que nos dopar e deixar amolecidos. Toda vez que os efeitos cessam, as dores e confusões retornam e estamos nisso há meses e anos, sem solução. Os remédios, embora tenham sido úteis naqueles instantes de muito sofrimento, propiciando grande alívio, pararam aí nas suas funções. Não nos curaram! É como se só pudéssemos andar desde que com muletas. Mas como e quando vamos andar sem essas muletas, e com os nossos pés e forças próprias?


Querem saber? Chega de remédio. É melhor procurarmos ficar famosos e cheios de prestígio, talvez participando de reality-shows, tão pródigos na televisão hoje. Se não der certo, quem sabe, se tivermos uma inteligência superior não poderemos nos apegar a esse dom e disso tirarmos a nossa necessidade de reconhecimento? Ou mesmo se tivermos um padrão de beleza, por que não aproveitarmos isso no sentido de conseguirmos bens afetivos e monetários? Bem, ficando ricos com certeza as pessoas nos reconhecerão e amarão, embora possa ficar tão difícil saber quem nos ama de verdade quando o que temos e possuímos se confunde com o que somos... Ou quem sabe não seria melhor um refúgio filosófico!? As teorias filosóficas por certo nos trarão consolo e explicação para tudo isso. Ou no mínimo algumas teorias psicológicas nos auxiliarão na compreensão e na cura. Se nada disso funcionar, talvez seja melhor buscarmos uma religião, ou várias simultaneamente, já que estamos compreendendo e sentindo que as coisas externas e materiais não nos dão a felicidade. Com certeza Deus, que é um ser superior, nos trará essa Paz. E assim, passamos a buscá-lo nos diversos templos e religiões, até mesmo em alguns sistemas filosóficos.


E bem verdade que já estamos nos sentindo bem melhores. Mas não nos sentimos ainda curados de fato da nossa maior dor, que é esse vazio existencial, essa busca por uma resposta sobre o por quê da vida e de estarmos aqui etc. Onde está esse Deus, se ele existir? Do mesmo modo que durante tanto tempo (em tantas existências na Terra e em outros planetas), após termos nos desiludido de procurar a segurança, o amor e a paz nas pessoas e nas circunstâncias externas, começamos a procurar Deus através dos templos e dos seus enviados, iniciamos um processo estranho e desconhecido dentro de nós mesmos: parece que de vez em quando ouvimos uma voz que ecoa de dentro do nosso interior. Uma voz desconhecida que nos dá medo, mas que às vezes nos enternece e nos faz dormir como uma criança. Parece ser do nosso Anjo Guardião ou algum outro protetor espiritual. É tão gostoso ouvir essa voz, mas é tão desconhecido isso! Nossa mente racional e concreta não conhece isso e não aprova.


Bem, descobrimos que não estávamos tão enganados quando supúnhamos ouvir uma Voz. Ouvíamos mesmo. Isso também aconteceu com Carl Gustav Jung, o eminente psicólogo e psiquiatra suíço. Ele não estava louco como pensava e pensavam. Também não estávamos tão equivocados quando atribuíamos essa voz aos nossos protetores espirituais. É verdade. Eles nos falam também através da intuição da Alma. Mas estávamos parcialmente equivocados porque grande parte desse material ouvido e visto não provinha apenas desses protetores, mas também de nós mesmos, da nossa Mônada ou Espírito imortal.

E um certo dia, durante uma cerimônia de Iniciação ocorrida numa região de incomensurável beleza no Cosmos, descobrimos finalmente que nada, absolutamente nada do que tenham nos dito, feito e mostrado o fôra sem a autorização do nosso Eu Excelso. Nada do que nossos Anjos da Guarda nos disseram deixou de partir da nossa própria Voz Interior.

Então, finalmente, compreendemos que buscamos tanto a paz externamente (e essa ilusão foi necessário que a vivêssemos) para que um dia começássemos a buscá-la em nós mesmos, naquela região luminosa onde reside o divino, e onde residimos no coração do Divino, seja esse Divino um ser, uma vibração, uma luz, uma energia, um pensamento, um sentimento ou um Estado de Consciência. E assim, rompemos com a última grande ilusão que tivemos na Terra, passando a nos preparar para outros estudos e experiências, talvez até mesmo em outros orbes, tendo sido, obviamente, necessário e imprescindível que tivéssemos vivido em diversas encarnações e participado de todas aquelas experiências ilustradas nos parágrafos iniciais deste ensaio. Mesmo ilusórias, foram e são experiências necessárias e belas, pois só estão preparados para compreender que o nosso mundo é uma ilusão dos sentidos e que a Realidade é outra, aqueles que durante muito tempo experimentaram e acreditaram piamente que o que pensavam, desejavam, viam, tocavam e ouviam era a mais pura das verdades.

Em certa ocasião, um Iniciado de alto grau meditava com o seus discípulos. De repente, o silêncio foi interrompido por uma inusitada risada do mestre hindu. Os discipulos, que ainda não estavam no estágio de compreender que o guru que devem buscar reside em seu próprio ser, começaram a rir também, sem compreenderem o por quê da gargalhada do sábio e procurassem auscultar o seu Eu Interior, para que este lhes indicasse o que fazer naquele instante. De repente, o mestre silenciou e todos fizeram o mesmo; num misto de severidade e ternura, com os olhos fitados no Infinito (embora a todos olhasse diretamente com os olhos da matéria), disse-lhes:
"Nada do que existe no universo físico é real, tendo uma existência relativa. Tudo é pura ilusão."
E finalizou, para assombro dos chelas:
"Entretanto, será necessário que por algum tempo vocês ainda acreditem nessa ilusão."


Autor: Washington La_Foi (nome que costumo adotar em alguns momentos, como que para despertar e fortalecer a minha Fé, que ainda, pois não podemos queimar etapas, encontra-se necessariamente incipiente e fraca, tendo sido muito emotiva e depois caminhado pelo raciocínio e ficado às vezes orgulhosa, mas que no presente, como estudante matriculada nos primeiros anos, caminha para ser um reflexo da Intuição, que é o caminho natural de todos nós).

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Rô Carvalho

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