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quinta-feira, 22 de março de 2012

Medo sim, mas na medida certa!


Todo mundo precisa ter medo. Esse sentimento faz parte da vida e surge para proteger as pessoas de um perigo ou até mesmo de um sofrimento. O problema é quando a vida é paralisada por conta dele.



A psicóloga, psicoterapeuta e escritora Olga Inês Tessari diz que o medo está ligado ao instinto de sobrevivência, senão as pessoas morreriam antes do tempo. “O medo também surge por causa do nível elevado de ansiedade. É muito comum alguém com estresse ter medos que normalmente não teria. A ansiedade leva a pessoa a ter pensamentos negativos”, disse.



A empresária Marly Endringer, 43 anos, e o administrador Rodrigo Lima de Almeida, 27, venceram os seus medos e hoje levam a vida normalmente. Marly foi vítima de um seqüestro em dezembro de 2002 e ficou por cinco horas em poder dos bandidos. “Fui colocada no porta-malas e depois me deixaram em um matagal. Tive os olhos vendados, fui amordaçada e ameaçada de morte”, lembrou. Depois disso, Marly começou um tratamento com psicoterapia. “Fiquei com medo de gente, de entrar no elevador e de descer a escada da minha casa. Sentia o tempo todo a arma apontada na minha cabeça. Com a psicoterapia, superei”, disse.



Rodrigo venceu os traumas de um acidente de moto que o deixou em coma por três dias e internado por dois meses. Em agosto de 2004, ele estava indo trabalhar quando se chocou com um carro num cruzamento. O administrador quebrou três costelas, levou 26 pontos na cabeça e 18 no queixo, teve fratura exposta no braço direito e quebrou a clavícula. “Na época, malhava e fazia luta, mas os médicos disseram que nunca mais iria voltar a lutar. Em seis meses voltei a malhar e pouco tempo depois estava treinando”, disse, lembrando que, no início, ficou depressivo. “No início pensei que não pilotaria mais moto, mas hoje ando sem problemas”, contou.





E quanto a doenças?



A psicóloga, psicoterapeuta e escritora Olga Inês Tessari observa que cada pessoa reage de uma forma ao receber o diagnóstico de uma doença. “Quando alguém recebe a notícia de que está com câncer, por exemplo, há quem se deprima e há quem veja o problema como um desafio a vencer, mesmo sabendo que corre o risco de morrer”, diz. Para ela, a segunda opção é a mais recomendada, pois ajuda a vencê-la. Ela destaca, ainda, que quando o assunto é a depressão, em primeiro lugar, é preciso tratar as causas do problema. “Por isso as pessoas não resolvem o problema. Elas tomam medicação por um tempo, mas, quando se sentem melhores, param e os sintomas acabam voltando”.



A Tribuna – De que forma a auto-estima pode ajudar as pessoas a resolverem os seus problemas?

Olga Inês Tessari – Uma pessoa que tem a auto-estima baixa acha que todo mundo é melhor do que ela, que tudo de ruim acontece com ela. Nestes casos, não é difícil a pessoa se abater diante de uma doença, um trauma. É diferente da pessoa que está com uma auto-estima boa. Ela pode até ficar chateada, o que é natural, mas supera o problema sozinha, na maioria das vezes.





A Tribuna - E quando a doença é um câncer? Como as pessoas costumam reagir?

Olga Inês Tessari – Cada um reage de uma maneira. Existem pessoas que se deprimem e outras que agem diferente, que vêem a doença como um desafio e fazem de tudo para superar o problema, mesmo sabendo que correm o risco de morrer. Esta ação está relacionada com a personalidade e a história de vida de cada um. Dependendo de como a pessoa lida com a situação, será gerado um bem-estar ou um mal-estar psicológico.





A Tribuna – Qual seria o caminho para vencer uma depressão?

Olga Inês Tessari – Por mais que as pessoas tomem a medicação para restabelecer o equilíbrio bioquímico (na depressão ocorre um desequilíbrio na bioquímica cerebral), é preciso tratar as causas do problema, que são de fundo emocional. Não adianta ficar tomando a medicação sem resolver o porquê, as causas. Eu tenho casos de pacientes no consultório que reclamam que tomam medicação para depressão há cinco, seis anos, e que não resolveram o problema. A pessoa toma o remédio por um período e fica bem, mas como ela não tratou as causas, acaba tendo esse desequilíbrio de novo. Neste caso, o distúrbio pode acontecer a qualquer momento. Tudo está relacionado como a forma da pessoa enxergar o mundo, de encarar as coisas e reagir a elas.





A Tribuna – Mas há cura ou não?

Olga Inês Tessari – Se a pessoa conseguir restabelecer o equilíbrio bioquímico e agir no sentido de mantê-lo com o emocional em equilíbrio também, poderá viver o resto da vida bem.





A Tribuna – Não é difícil encontrar pessoas que tenham medo de altura, de avião e de dirigir, por exemplo. Há explicação para isso?

Olga Inês Tessari – O medo de voar e de dirigir estão relacionados à independência e à liberdade. Pessoas que desenvolvem tais medos são dependentes, muito preocupadas com a crítica e o comentário alheios. São pessoas que não admitem errar, que querem manter o controle sobre tudo e que são muito ansiosas. Quando o nível de ansiedade se eleva, você não consegue raciocinar direito e os medos tomam conta mesmo, porque você só pensa de forma negativa e catastrófica, só pensa no que pode ocorrer de ruim. Qualquer pessoa que vai embarcar num avião pensa, em algum momento, que o avião pode cair, mas depois este pensamento ruim é esquecido. Agora, uma pessoa que está muito ansiosa pensa que o avião vai cair o tempo todo, estimulando os pensamentos negativos.





A Tribuna - Uma família problemática pode fazer a pessoa somatizar isso e desenvolver algum medo, doença ou depressão?

Olga Inês Tessari – Em geral, famílias problemáticas geram pessoas problemáticas. A criança necessita de uma infância sadia, na qual se sinta protegida, cuidada. Se ela possui pais muitos críticos, ausentes ou negligentes, crescerá insegura, desenvolvendo uma série de medos. E esses medos podem desencadear depressão, pânico, ou ainda problemas gastrointestinais e alergias. Hoje em dia, há comprovações de que uma série de problemas físicos são de fundo emocional.





A Tribuna– Qual a orientação que dá para as pessoas superarem os problemas?

Olga Inês Tessari – Independentemente de qualquer coisa, é preciso viver a sua vida. Preocupar-se com você, ter tempo para fazer o que gosta e o que é bom para você. O que acontece, na maioria das vezes, é que as pessoas vivem em função das obrigações e somente depois de cumpri-las vem o prazer. As obrigações, em geral, são com os outros. Infelizmente, as pessoas vivem sempre preocupadas em agradar o outro, antes de agradarem a si mesmas. É assim que começam os conflitos e os problemas emocionais. É importante que pelo menos uma vez por dia as pessoas façam uma coisa boa para si próprias, encontrem um tempo para cuidarem de si mesmas fazendo algo de bom.



- Tratamento Psicológico para a ansiedade e seus medos - Psicóloga Olga Tessari

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