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sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Rejeição Pode se Tornar um Grande Problema.

Com o fim de uma relação, muitas pessoas se isolam, sem ajuda. Quando se termina uma relação afetiva, é mais do que normal se sentir triste, principalmente quando foi o parceiro ou parceira que encerrou o relacionamento. Levar um fora machuca. Mas isto pode ser superado, cada um em seu tempo. O problema existe quando a pessoa se sente rejeitada e incapaz de ter outras relações, e aparece o medo de ficar sozinha para o resto da vida. A rejeição está diretamente ligada à baixa auto-estima. Sem segurança, a pessoa se sente rejeitada constantemente e isso afeta como ela vai se relacionar durante a sua vida. A professora Ana Paola Lopes Lubi, do curso de Psicologia do Centro Universitário Positivo (UnicenP), fala que as pessoas conseguem lidar melhor com a rejeição quando são muito seguras e possuem diversos pilares de sustentação, como uma boa estrutura familiar e o trabalho.Quanto mais frágil, mais dificilmente a pessoa saberá lidar com a rejeição, aponta. Tudo isto está ligado com a história do indivíduo, especialmente na infância. A psicóloga Fátima Hadaya conta que a estrutura da personalidade humana é formada neste período. As pessoas fazem estes questionamentos na vida adulta, mas isto tem uma história. Quando chega na fase adulta, as pessoas chegam a estes comportamentos repetitivos, sem ter noção disso. Vai para a fase adulta com uma criança ferida em seu interior, explica. É essencial uma base bem elaborada. Os pais precisam valorizar e aceitar seus filhos. No entanto, muitos apenas criticam e castigam. Isto mexe com a auto-estima da criança, que acaba se sentindo culpada. Fica aquela sensação de que não consegue fazer com que o outro a ame. Quando adulto, já existe uma preocupação com as relações afetivas, já vai com o sentimento de culpa. Já vem com o pensamento de que está sendo abandonado novamente. Inconscientemente, pode provocar um novo abandono, comenta Fátima.
A professora do curso de Psicologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e autora de oito livros sobre interações, Lídia Weber, declara que as pessoas inseguras provavelmente tiveram uma história de rejeição com os pais ou durante a vida. Estas relações podem trazer conseqüências para outros relacionamentos, classifica. Muitas mulheres, por exemplo, depois de casos de abandono ou fim de relacionamentos, dizem uma frase bem conhecida: Não posso mais confiar nos homens”. Mas a rejeição também afeta os homens. Não é problema exclusivo de ninguém. Os rejeitados não procuram relacionamentos que podem ser melhores ou com maior duração. Uma pessoa que se sente rejeitada pode adotar dois tipos de comportamento. Uma das opções é ficar com o pé atrás, mais distante do parceiro. Existem pessoas que têm tanto medo de serem abandonadas que acabam se fechando. Ou ainda procuram a troca constante de parceiros porque têm receio de se sentirem rejeitadas. Não criam vínculos, não têm intimidade com ninguém, porque acham que serão abandonadas. Acabam quando o relacionamento começa a ficar bom. A segunda opção é grudar demais no companheiro. Com medo de perder a pessoa, o parceiro gruda na outra, o que sufoca e também pode trazer problemas, afirma Ana Paola. Lídia comenta que a pessoa que namora mais consegue selecionar melhor os seus companheiros. Além disso, aprende a lidar com a rejeição. A pessoa acaba aprendendo o jogo social, de dar ou levar um fora. Não tem jeito de não sofrer com o fim de um relacionamento. A não ser que seja o primeiro namorado e fique com ele para sempre. Como tudo, é preciso equilíbrio, indica. Ela lembra que o amor é característica básica do ser humano, que precisa de afeto e atenção. Entendimento é o caminho para superar má-fase O ciclo da rejeição pode ser quebrado quando a pessoa entende que também tem seu valor, que suas qualidades são extremamente importantes. Quando se começa este processo de entendimento, a pessoa busca melhores relacionamentos, conta a psicóloga Fátima Hadaya. A pessoa deixa de se sentir rejeitada quando aumenta a sua auto-estima. No lugar de projetar a culpa nos companheiros, ela passa a enxergar que o vazio é dela. Assim, busca comportamentos sadios. A pessoa que tem uma auto- estima alta encara o fim de um relacionamento de uma maneira bem diferente daquela com uma baixa auto-estima. Quem tem uma boa-auto estima, quando termina a relação, fala que vai partir para outra, que não deu certo, mas que vai seguir com a vida. Isto não acontece com a pessoa com baixa auto-estima. Lógico que é doído e a dor emocional nem sempre é respeitada. Mas não se pode paralisar a vida por causa disso, avalia Fátima. Quem se sente rejeitado com o fim de relacionamentos pode perder a vontade de trabalhar e de se relacionar, além de enfrentar o sentimento de culpa. Começa também a se descuidar física e emocionalmente. Fica com aquele pensamento: Nada dá certo comigo. E acaba fazendo isso com ela mesma. Se é insegura quanto à aparência, precisa lembrar que também tem qualidades físicas. E deve explorá-las. Quem se sente segura sobre si mesma, passa a ser atraente para o outro, mesmo que não se encaixe no dito padrão de beleza. O interno reflete no externo, conclui.

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