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domingo, 17 de julho de 2011

Psicossomaticas Patologias



Freud – A psicanálise permite a compreensão do aparelho psiquico de acordo com diferentes passagens e relações entre manifestações psiquicas e corporais; - sintoma e doença neurótica podem possuir uma função simbólica, resultando de um conflito que só assim se pode manifestar; - desenvolveu 2 modelos para compreender a sintomatologia somática:

1 Conversão Histérica – conversão somática da energia psiquica, sendo que a etiologia é relativa aos conflitos sexuais infantis. Há um conflito entre o infantil, pulsão e recalcamento. Há cura psicanalítica;

2 Neurose actual – os sintomas são funcionais, não possuindo sentido simbólico nem relação com o infantil. As reacções da libido como resultado da não descarga de excitação acumulada. A excitação e a angústia são geridas pelo sintoma somático. N há cura analítica.



G.Groddeck – está no âmbito da psicanálise, e segundo ele, o corpo e a alma adoecem em simultâneo, não existindo doenças orgânicas ou psiquicas. A doença é uma essência e n um estado. O Isso próximo do inconsciente está inserido no funcionamento orgânico. A causa das doenças é externa e interna ao homem, mas a cura tem de ir ao encontro da causa interna, e o tratamento consiste na tentativa de consciencialização dos complexos inconscientes do Eu. Atribui o psicológico ao orgânico, sendo que o psiquico absorve o orgânico, e relaciona por ex a glândula tiróide e a função sexual.



W.Reich – relaciona economia sexual, psiquismo e o funcionamento vegetativo. O Inconsciente apresenta-se na forma de sensações e impulsos do meio vegetativo. Uma experiência psiquica pode provocar uma resposta somática com uma mudança num órgão. O psiquico e o somático são processos paralelos com reciprocidade entre ambos. Há uma relação entre excitação sexual e angústia. A qualidade de uma atitude psíquica depende da quantidade de excitação somática da qual provém.



F. Alexander - relações entre conflitos emocionais e estruturas de personalidade, com doenças somáticas como úlceras, enxaquecas e distúrbios digestivos. Toda a doença é psicossomática pq os factores emocionais influenciam os processos fisiológicos. A manifestação da doença depende da relação entre estruturas de personalidade, conflitos, musculos voluntários e involuntários e o sistema visceral neuro-vegetativo. A etiologia da doença depende da combinação entre vulnerabilidade de órgão e constelação psicodinâmica e a situação exterior q mobiliza os seus conflitos primitivos atingindo as defesas. Deve-se dissolver a zona conflitual nodal.


Origens da Economia psicossomática
A figura da mãe tem uma função essencial no desenvolvimento do aparelho psiquico do bébé, e assegura tb o desenvolvimento e equilibrio da economia psicossomática do bébé. Além disso, permite a satisfação das necessidades fisiológicas instintivas e funções de pára-excitação ao bébé. Através do Hospitalismo, Spitz, comprova a influência do relacional ao orgânico.

Estruturação das relações objectais - Spitz definiu 3 estádios na organização do mundo objectal q se estruturam em conformidade com os organizadores especificos (sorriso, angústia ao estranho e expressão do não):

1- estádio n objectal – indiferenciação das experiências perceptivas; mãe com papel de pára excitação; organização cinestésica das sensações indiferenciadas;

2- estádio percursor do objecto – reacção ao sorriso.

3- Estádio do objecto libidinal – a angústia ao estranho – desperta o bébé para experiências de abandono e ausência da mãe.

Há tb a estruturação da noção de espaço e tempo através da presença ou ausência da mãe. O tipo de evolução feita ao longo dos estádios são importantes para a compreensão do funcionamento psicossomático e suas perturbações.



ESCOLA PSICOSSOMÁTICA PORTUGUESA
Esta teoria caracteriza-se por:


1- Depressão falhada: funcionamento mental vago, próximo da realidade, discriminação de valores e tarefas;

2- Pensamento: dificuldades no pensamento simbólico, mau uso da abstracção, pouco criativos, pensam pouco por si tendo pensamentos feitos e dificuldades em pensar algo novo;

3- Muito adaptados ao real;

4- Pouca originalidade: querem ser iguais aos outros, copiando-os até nas ideias, e fazem o que lhes mandam; protopensamento;

5- Dois mecanismos de defesa de natureza psicótica: clivagem e forclusão;

6- Psicossomáticos são Normopatas: incapacidade de passar do normal para o diferente;

7- Psicossomático desiste e fica paralisado e resignado;

8- Vida sexual e amorosa imatura e funcional;

9- Não investe no divertimento e pouco no prazer;

10- Mãe melancólica ou depressiva;

11- Afastamento pré esquizóide: não estabeleceu uma relação de objecto total, levando à sua disfunção, e n tem nada de mentalmente belo;

12- Em criança n brincou.



- Os psicossomáticos funcionam em 3 dimensões: 1- Dimensão da depressão falhada; 2- Sonho falhado de fantasia para o futuro; 3- Zanga amordaçada, q o sujeito n sente nem ouve.



DO NARCISISMO À DEPRESSÃO FALHADA


O rosto é o condutor para o narcisismo, auto-estima estável, forte e homogénea. Assim, na patologia psicossomática, n houve este investimento e n obteve a paixão que permite a coesão do self e a intencionalidade do eu. Este facto origina uma personalidade pré depressiva (depressão falhada, abatimento das funções biológicas mais ao nivel do sistema imunitário). O psicossomático surge com falta de existência, e ultrapassou o caos psicótico, n atingindo a depressão. Tem pouca angústia perante o estranho, e investe igualmente em todas as pessoas, pois n foi investido diferencialmente.

- O narcisismo pressupõe a sensação de ser único, de Ter rosto, logo, é objecto de amor e é bonito por ser amado. Este vínculo amoroso com a paixão do objecto inerente gera o narcisismo essencial, q é a estrutura da pessoa. Se há falhas neste narcisismo essencial verifica-se o desenvolvimento de uma proto-mente operativa, tangente ao real mas q n anima o corpo. Trata-se de uma vida sem dimensão lúdica, sem sonhos e imaginação e com o soma à deriva, sem q o amor o atinja. Então, o psicossomático organiza um narcisismo dependente somente com locus de regulação externa.

Então, a etiologia da doença psicossomática refere-se à sua natureza relacional e a patogenia como resposta patológica à carência, insuficiente investimento primário e falha narcisica. Esta falha origina uma submissão e conformismo bem como uma adaptação ao real orientada pela lógica da razão.

Define-se Impasse emocional como o individuo q n ama nem odeia e desempenha as funções de forma automática, zangando-se sem saber porquê, estando triste ou alegre sem compreender a razão. Desta forma o seu k é o correcto, e mesmo com alguma descontrolo tende a voltar ao normal.

O processo defensivo é caracterizado por um traço obsessivo maníaco, isolamento, alexitimia e acting-out.



CARACTERÍSTICAS DA PERSONALIDADE PSICOSSOMÁTICA


Verifica-se uma estrutura pré depressiva devido a falha narcísica, tal como uma personalidade pré depressiva com ausência de vitalidade, pouco entusiasmo e com energia forçada. Há uma depressão biológica com uma intimidade grosseira e desinteressante com uma componente esquizóide. Agradecem a capacidade de amar, adaptando-se ao desejo dos outros, vivendo num amor n correspondido. Devido à alexitimia a insatisfação pode n ser reconhecida e têm uma sensação vaga de mal estar. Vivem num acting out sociopático e têm intropatia tal como o self vazio. São pessoas dependentes e inseguras, com o corpo em esforço permanente. Assim, n têm identidade própria, idealizam o objecto primário e canalizam a agressão para o self corporal.



FACTORES DA PATOLOGIA PSICOSSOMÁTICA


O individuo tem uma personalidade predisponente com uma estrutura depressiva, com um incapacidade em ver os aspectos negativos do objecto. Faz uma alucinação negativa e uma forclusão, vendo o outro de forma projectiva benigna. Desta forma, o acontecimento psiquico desencadeante é qql um q imponha a realidade do outro ignorada até então, revelando-se uma desilusão. Por essa razão verifica-se o recalcamento, n se desenvolvendo uma depressão, sobrando a raiva externa sem destino.

- A incapacidade para reconhecer as características malignas do outro apresenta: Incapacidade primária - em reconhecer os aspectos negativos do outro, desenvolvendo-se sentimentos vagos e alexitimia.

- Funcionamentos + neuróticos: verifica-se uma intuição da afectividade e malignidade do outro, recalcando esse conhecimento.





ALEXITIMIA


Significa uma dificuldade em identificar sentimentos e distingui-los das sensações corporais q acompanham as emoções e deste modo n há possibilidade de descrever os sentimentos dos outros.

Sifneos propôs o termo para designar características afectivas e cognitivas dos doentes psicossomáticos caracterizados por dificuldades na descrição de sentimentos, fantasia pobre, pensamento literal e exteriorizado, utilização da acção para evitar situações conflituosas, pouca actividade onírica, aborrecimento e frustração, sem terem beneficios com intervenção terapêutica analítica. Segundo Sifneos, a alexitimia n é especifica dos psicossomáticos, existindo inclusivé em individuos saudáveis e com situações pós traumáticas de doença. São individuos incapazes de descrever emoções e com dificuldades na mentalização psiquica de tensões internas. A alexitimia acentua a probabilidade de perturbações clínicas, e n tem resultados positivos com psicanálise ou psicoterapias analíticas, sendo independente da depressão.


Características clínicas da Alexitimia
Na área afectiva, há uma grande dificuldade em reconhecer e descrever sentimentos e em discriminar estados emocionais. As emoções são indiferenciadas, vagas e somáticas. Na área cognitiva há uma ausência dos afectos e da dimensão fantasmática verificando-se a duplicação da acção. A actividade onírica está ausente, no entanto há uma descrição ao pormenor de acontecimentos externos e uma boa adaptação às tarefas. Na área relacional as relações têm um funcionamento operatório c dimensão afectiva ausente, são superficiais, aborrecidas, e n têm capacidade de compreensão e de empatia ou em perceber o outro, evitando relações interpessoais, ou sendo estas dependentes.

Etiopatogenia – perturbação na regulação das emoções e 2º Mcdougall ha uma falência humana da parte da mãe ficando a criança dependente do meio. As mães são comparadas a barreiras de protecção contra estimulos e se estas foram super protectoras, impedem o desenvolvimento do filho para lidar c o aumento da tensão.




ALEXITIMIA/STRESS


Nestes individuos ha uma resposta inadequada a uma situação indutora de stress, n identificando o seu caracter devido à dificuldade na expressão de emoções e falta de vigilância afectiva. Há a tendência para usar a acção como resposta e na adaptação ao stress como reacção pode havar um coping no problema ou na emoção. O alexitimico nega, racionaliza e evita as emoções. Têm uma inibição afectiva, irritabilidade e tendência para a hipocondria. Perante uma doença, o individuo continua exposto à situação devido à negação da mesma, aumentando o comportamento de risco. Esta patologia leva a uma dificuldade na identificação dos indutores de stress, sendo a acção a a forma de escape à tensão. Os efeitos do stress nos alexitimicos aumentam a probabilidade de comportamentos de risco, como drogas, alcool, tabaco, sexo sem protecção e hiperingestão.

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