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quarta-feira, 8 de junho de 2011

Auto Estima: Eu (ME) Amo!



Se é o amor próprio o melhor e mais ideal dos amores, por que não apaixonar-se por si mesmo?

Em tempos de romantismo um tanto esquecido, quando os relacionamentos andam enfraquecidos e superficiais, manter uma boa relação consigo tornou-se essencial, no mínimo necessária. E não é que você precise gritar aos quatro ventos um dos pensamentos modernos, o “amar a si mesmo sobre todas as coisas” ou ainda dizer a si diante do espelho um “eu me “ matinal. Mas assim com amar ao próximo, o amor-próprio implica em gentilezas e alguns cuidados, mas com um acréscimo talvez mais econômico – dispensa os chocolates em forma de coração, a conta do restaurante e a luz de velas. Mas vez ou outra requer um presentinho a você mesmo.



No entanto, sentir-se a última bolachinha do pacote – aquela que ninguém mais quer come – pode ter razões, porquês e princípios que estão além do nosso vão entendimento. Fora isso somam-se as implicações na própria qualidade de vida e os problemas que podem se acumular quando você parece não mais amar aquela companhia diária e insistente: você. Segundo Olga Tessari, psicóloga, escritora e autora do www.olgatessari.com. Auto-estima é a capacidade que uma pessoa tem de confiar em si mesma, de sentir-se capaz de poder enfrentar os desafios da vida, é saber expressar de forma adequada para si e para os outros as próprias necessidades e desejos. “Em suma é saber que você tem o direito e merece ser feliz”, completa Olga Tessari. E para buscar essa felicidade é preciso aprender a aproveitar e apreciar o melhor de si mesmo.



MEU PRIMEIRO AMOR

Ok. Se você é um apaixonado por si mesmo e a sensação é de que ninguém poderia fazer isso por você, saiba que alguns dos responsáveis por esse sentimento têm nome e podem morar no quarto ao lado. Pais e familiares mais próximos quando muito críticos em relação à criança, podem, sem perceber, prejudicar a auto-estima dela que crescerá com valores equivocados sobre si mesma. Logo, os filhos não se sentem amados e valorizados. Olga ensina que os pais precisam apoiar seus filhos e aprová-los para que eles tenham uma boa referência de si e cresçam seguros e confiantes. Tal apoio nada mais é que respeitar as limitações e valorizar cada acerto. “Isso não significa que os pais não devam apontar os erros, mas isso deve ser feito de forma que os filhos entendam que errar faz parte, e que o importante é consertar e aprender com os erros, sendo fundamental que os pais valorizem os acertos quando as crianças conseguem acertar”, defende a psicóloga.



Mas é claro, se você tem problemas com sua - isso não significa dar-se ao direito de apontar o dedo na cara dos pais ou avós quando não se está em paz com o espelho. Há outras variáveis causas que podem abalar os julgamentos que temos a nosso respeito. Segundo a psicóloga Rebeca Fischer, instrutora da Sociedade Brasileira de Programação Neurolinguística – SBPNL e especialista em Programação Neurolinguística, o que afeta nossa confiança, geralmente, é a insegurança que é gerada muitas vezes por fatores externos como uma doença, divorcio, perda de emprego, morte em família, etc, e por fatores internos, como diálogo interno muito negativo, focar no que está dando errado ao invés de focar no que está dando certo. Segundo ela, podemos fortalecer nossa auto-estima com fatores externo, como uma realização no ambiente profissional, mas o amor-próprio está diretamente ligado ao nosso auto conceito. “Posso até ser uma profissional bem-sucedida e ter um conceito negativo ao meu respeito, Isso vai gerar baixa auto-estima”, explica Rebeca.



“Quem tem boa auto-estima fica feliz consigo mesma e ponto final, se as outras pessoas gostarem, ótimo. Senão, ela não se importará com os comentários negativos” Olga Tessari



ESPELHO, ESPELHO MEU

Nem todos têm a forte convicção de seu reflexo quando a bruxa da Branca de Neve que eternizou o bordão: “espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?”. Mas se você corre o perigo de se afogar em um rio como Narciso, que era um apaixonado por si mesmo na Mitologia Grega, saiba que excesso de confiança pode ser confundido com egoísmo e prepotência, mas nunca com auto-estima elevada. “Não existe excesso de auto-estima”, enfatiza Rebeca. Segundo ela, quem tem amor-próprio sabe das qualidades e capacidades que tem e não precisa ficar divulgando isso através de um megafone. E muito pelo contrário, aquele amigo seu que parece andar com o rei na barriga pode sofrer assim como você, que não tem nenhuma realeza no estômago. “As pessoas que agem dessa forma são altamente inseguras e precisam ficar dizendo que são maravilhosas para elas mesmas acreditarem. Isso confunde muito as pessoas quando dizem que fulano não precisa de mais auto-estima, pois já são arrogantes o suficiente. Arrogantes têm baixa auto-estima!”, ressalta Rebeca Fischer. Olga Tessari também defende o mesmo pensamento: “a linha entre amor-próprio e egoísmo, em alguns casos, é muito tênue”. Para ela, pessoas que se amam, são altruístas, não querem prejudicar ninguém quando buscam a sua felicidade, ao contrário dos egoístas. O interessante e, a principio um tanto incoerente, é que pessoas que possuem todos os atributos – beleza, sucesso profissional e pessoal – para serem confiantes de si mesma acabam se auto-afirmando como o contrário. Pessoas assim também estão suscetíveis a sua própria baixa auto-estima e buscam, ao se menosprezarem, atenção, amor e aprovação alheia.



ABC DO AMOR

Se o primeiro e eterno amor é aquele que temos por nós mesmos, melhorar a visão e o apreço pela própria companhia é um dos melhores agrados e motivações que podemos fazer pela nossa qualidade de vida, já que auto-estima está intimamente relacionada à felicidade. Segundo Rebeca Fischer, pessoas com amor-próprio fortalecido são pessoas positivas e proativas. “Elas raramente adoecem e quando isso acontece, se recuperam rapidamente. Por isso mesmo, acredita-se que a auto-estima é o coração do sistema imunológico. Essas pessoas se cuidam, aparentam saúde, brilho nos olhos. De longe se percebe que elas ‘se gostam’”, define Rebeca. V ale ressaltar que amor-próprio não é sinônimo de boa aparência ou estar de acordo com alguns padrões de beleza. No entanto, pessoas que não se apreciam, acreditam que se a aparência estiver agradável aos olhos dos outros, ela será mais amada e aceita. “Em geral, quando uma pessoa cuida de sua aparência, é natural que ela fique feliz com os resultados obtidos. E aqui vem a diferença: quem tem boa auto-estima fica feliz consigo mesma e ponto final, se as outras pessoas gostarem, ótimo. Senão, ela não se importará com os comentários negativos”, afirma Olga Tessari.

Mas quando seus dias estão sendo arrastados e o amor-próprio parece quere viver para sempre debaixo das cobertas, como então prosseguir? A melhor saída é dar início ao autoconhecimento, como aconselha Olga Tessari: “se há algo em você que você não gosta ou não aceita, pense: o que eu posso fazer para melhorar? É possível melhorar ou não? Se sim, aja para mudar: se não, aceite esta limitação e procure conviver bem com ela”.

OBS:Aqui não tem plágio!kkkk
Fonte: wwwajudaemocional.com

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